A Descultura do Peso

Neste artigo, comentarei sobre a enorme falta de cultura esportiva em nosso país, em especial a do esporte de todos os esportes: o levantamento de peso.

Para começar, iniciarei comentando sobre a falta da presença massiva da mulher em nosso esporte, no esporte em geral.

Apesar de termos campeãs olímpicas como a Maurren Maggi, belas atletas como Fabiana Murer, Jaqueline Ferreira e outras, ainda não percebemos uma evolução no âmbito cultural/esportivo da mulher.

O que quero dizer é que não basta termos um aumento do público feminino nos estádios de futebol para dizermos que a mulher está, culturalmente, aceitando mais a prática esportiva. Ou melhor, que culturalmente está SENDO mais aceita nestes ambientes.

 Creio que em termos de esportes de força/potência, não há nada melhor que iniciar a argumentação citando Gloria Steinem (apud Charniga, 2013): 

‘Culturalmente, os ricos valorizam a mulher magra, já a cultura dos pobres é valorizar a mulher avantajada, mas todas as culturas valorizam a fraqueza na mulher’.

Logicamente que estamos observando, desde a década de 90, um crescimento massivo de mulheres praticando musculação. Porém, apenas com objetivos estéticos. Tanto que desde então, elas vão transitando em diversos ‘novos sistemas modernos e milagrosos’ de treinamento (body combat, pilates, kangoo jump, zumba...). Geralmente se afastando dos estímulos de força/potência. Quando ocorre, geralmente é seguido de repetições intermináveis.

Objetivam apenas uma melhora de acordo com a opinião ‘masculinizada’ em termos de visual (bundas maiores, barriga sarada, coxas grossas).

Nada de força. Deixe-a para os homens, ‘senão ficarei forte demais’ – afirmam com veemência. Para outras, há um ponto específico. Assim como a carne. Nem demais, nem de menos...

Há as que treinam mais forte em nosso país. Mas até certo ponto. Fora as que treinam para o esporte olímpico do levantamento de peso, observamos que a maioria treina similarmente aos homens. Exceto a divisão de grupamento: ao invés de AB, CD, é: pernas 3 vezes por semana, membros superiores duas - lembram da visão masculinizada? Então, mulher deve ter o corpão ‘violão’... ah... e não podemos esquecer dos inúmeros exercícios auxiliares para a região das nádegas... fora isso, em termos de metodologia podemos dizer que não se difere muito do treinamento masculino.

Agora com o CrossFit, percebemos uma maior adesão feminina aos exercícios de força. Este crescimento me faz refletir que não eram as ferramentas que afastavam o público feminino das modalidades de força/potência, mas o sistema competitivo. O método de treinamento - o volume, em especial. A falta dele. Problema que o CrossFit solucionou. Até demais.

Para começar, irei fazer uma reflexão mais aprofundada no país que mais possui mulheres fortes: China. Mas isso você só poderá ler se fores filiado ao mTORclub.

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Sds,

Rodrigo Dall’Aqua