Problemas com o 2º Tempo?

Análises do 2º tempo do arremesso nas competições das últimas décadas mostram que os acertos nas tentativas deste exercício permanecem baixos, com o número de levantamentos de sucesso caindo para a média de 50-70% (Kanyevsky, 2005).

A razão para os baixos resultados no 2º tempo a partir do peito é, primeira e mais importante, à incorreta técnica.

Foi evidenciado há uns 40-50 anos que o 2º tempo requer aproximadamente 30% a menos de força do que no 1º tempo. Por exemplo, um 1º tempo de sucesso requer uma média máxima de velocidade na barra de 1.5 m/s, dependendo da altura do levantador. Já um 2º tempo de sucesso exige em média 1 m/s de velocidade na barra.

A velocidade na barra depende da impulsão de força que o levantador de peso implementa na barra, quanto maior for a força de aceleração da mesma, maior será a velocidade máxima. Cálculos simples mostram que um 2º tempo de sucesso requer significante força a menos do que o 1º tempo.

É comum ver um levantador de peso realizar um bom resultado no arranque e executar facilmente o 1º tempo com bastante peso, porém, ser incapaz de fixá-lo sobre a cabeça no segundo tempo.

As principais razões para as falhas no segundo tempo do arremesso são problemas psíquicos (medo, falta de confiança...) e técnicos.

Consideraremos apenas os problemas técnicos do 2º tempo neste artigo.

Os princípios de uma técnica correta do 2º tempos foram estabelecidos desde o tempo de N.I. Luchkin (1962).

Estas técnicas foram descritas com suficiente detalhamento em todos os tratados de Levantamento de Peso publicados desde então.

Um destes princípios orienta que o centro de gravidade do corpo e o da barra, o centro dos braços e da articulação do quadril devem alinhar em um mesmo plano vertical a partir do momento em que a barra é impulsionada a partir do peito e na posição de tesoura com a barra fixada acima da cabeça.

Além disso, os pés devem ser realinhados de modo que o centro geral de gravidade do sistema ‘atleta-barra’ seja distribuído uniformemente em ambos os pés, garantindo o gasto mínimo de energia em manter a barra e subsequentemente a recuperação para a posição final.

Vamos considerar as razões básicas para os erros do 2º tempo mais detalhadamente em nosso site.

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Rodrigo Dall'Aqua